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domingo, 20 de agosto de 2017

20 anos de reclusão para filho que matou mãe 
com 19 facadas em Chapecó

Acusado tentou argumentar que não havia provas suficientes,
mas Justiça manteve sentença de condenação


Fonte | TRT da 3ª Região - Quarta Feira, 21 de Março de 2012



A.R.Q. teve condenação mantida pela 2ª Câmara Criminal do TJ, por ter assassinado a própria mãe com dezenove facadas. O réu foi sentenciado na 1ª Vara Criminal de Chapecó em 20 anos de reclusão, após o júri o ter considerado culpado e admitido as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e utilização de meio que dificultou a defesa da vítima.

A defesa de A.R.Q. apelou ao Tribunal alegando que não há provas suficientes. Além da absolvição, pleiteou a aplicação de medida de segurança pois, afirma, ele não pode responder por seus atos, tendo sido internado em outra ocasião num hospital psiquiátrico, problemas esses em consequência de ser usuário de drogas ilícitas e alcoólatra.


Os desembargadores entenderam que da análise dos fatos e dos depoimentos do réu é possível encontrar inúmeras contradições. Em um primeiro momento, alegou que viu um estranho dentro de casa após encontrar a vítima esfaqueada e caída no chão; num segundo depoimento, afirmou não ter visto ninguém além de uma vizinha. No mesmo sentido depôs em relação ao estado de embriaguez: ora afirmou que estava, ora que não.


Além das contradições, os julgadores afirmaram que suas versões dos fatos são completamente diversas dos depoimentos das testemunhas. Conforme asseverou o desembargador Sérgio Izidoro Heil, 

“[testemunhas] foram categóricas em apontar o réu como o autor das facadas que causaram a morte da D.Q. e, ainda, foram uníssonas em afirmar que, logo após a ocorrência do crime, o réu impediu a entrada de pessoas na casa para socorrer a vítima. Tudo isso contraria completamente o alegado pelo próprio A.R.Q., no sentido de que, assim que percebeu o que havia acontecido, saiu gritando da casa pedindo ajuda.

 A votação da câmara foi unânime. 
   


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