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“A guerra não é um instinto, mas uma invenção.” Ortega y Gasset

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Cinema e Direito Penal

 Clint Eastwood

  O premiado filme de Clint Eastwood Os imperdoáveis, discute a procura da justiça pelas próprias mãos e o consequente conflito pessoal quando a Justiça se revelou impotente para solucionar o crime, satisfazendo a parte ofendida através da punição dos delinquentes.

“Os imperdoáveis” já foi objeto de análise neste Blog por Renata Sales Vera Cruz, Henrique Serejo e Thiago Pacheco. Vale a pena ler os seus posts. (ver Pesquisar)

É bem interessante a apresentação das questões que giram desde o porquê da aceitação da proposta para matar alguém mediante paga, a motivação dos que encomendaram o homicídio e a atuação do delegado que busca antes atender aos poderosos ao impor uma sanção não satisfatória às vítimas que garantir ao ideal de justiça. Deve ser observada, ainda, a percepção quanto ao valor da mulher à época.

Do mesmo ator e diretor é conveniente assistir outros filmes como “Meninos e Lobos” onde a violência sexual é discutida sob o prisma das suas consequencias, Menina de Ouro” que trata do valor da manutenção artificial da vida em pessoa com morte cerebral, ou “Gran Torino” uma excepcional abordagem sobre um veterano de guerra, além de “Cartas de Iwo Jima” filme que estuda a lógica do combatente japonês na segunda guerra mundial. “Sniper americano”, filme lançado neste ano levanta as dificuldades pessoais de um combatente especial: aquele que vê os olhos do que vai morrer e deve apertar o gatilho.


Afinal, como registra o personagem de Os imperdoáveis: “matar um homem é uma coisa infernal. È tirar dele tudo que ele tem, e tudo que jamais vai ter”.

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